quinta-feira, 4 de setembro de 2014

  Olá amigos, fiquei alguns meses sem aparecer por aqui. Mas continuo na mesma luta, com o amigo Russo.
Pois bem, eu tinha dito anteriormente, eu ia fazer o procedimento de enxerto. Então, meu médico estudou meu caso, e resolveu não fazer o enxerto, porque ia demorar mais tempo, a formar-se um novo osso. Ele então resolveu fazer outro procedimento. Encurtou minha perna, para fazer o processo de alongamento, e com um detalhe a mais, graças a isso, vou recuperar minha fíbula.
  No dia 02-jul-2014, fui ao retorno médico, aí ele me deu essa notícia, no mesmo dia meu médico mandou que tirasse o russo da minha perna. Quando ele me disse isso, eu perguntei pra ele se era sem anestesia, ele disse: Sim, fique tranquila! rsrs... Nossa, congelei na hora, quase desmaiei de medo, não queria de jeito nenhum. Mas consegui, criar forças, pra ir adiante, se não tirasse naquele dia a cirurgia ia ser feita só após 2 meses. Decidi então tirar, fomos pro consultório, e lá começou a tirar, os parafusos e tal... enfim, não foi igual eu pensava, não doeu muito, só dois pinos, que quase chorei, mas tirando isso foi bem tranquilo.
  Tive que tirar para descansar a  perna, até no dia 12 que ia ser a cirurgia. Colocaram gesso, para manter a perna fixa, pois, no meio da perna não tinha osso, fiquei horrorizada ao ver minha perna daquele jeito, mas logo com gesso já me senti melhor.




  Gente, que sensação boa, que eu senti depois que tirei o russo, nossa, sem aquele peso, mais confortável pra dormir. por mim nem colocava mais... rsrs... Mas era obrigada a colocar o Iliza de novo. Fiquei um pouco mais de uma semana com o gesso, e logo chegou o grande dia. Internei no dia 11-jul, e no dia 12-jul, as 7:00 hrs, entrei na faca outra vez, fiz minha 18ª cirurgia. Dormi o tempo todo, só acordei quando ja estava no leito. Primeira coisa olhei para minha perna, quando me deparei com um novo amigo, o lindo russo. Até assustei um pouco porque minha perna estava bem mais curta, aprox. uns 6 cm, mais curta.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Hoje dia 23-04, faz 1 ano que sofri o acidente

   Hoje acordei cedo, sentindo uma angustia, lembrando o dia mais triste da minha vida, um acidente que nunca achei que fosse acontecer comigo, um dia muito tenso e de muito desespero e muitas dores. Como já escrevi tudo que passei, agora to aqui lembrando de cada momento como se fosse ontem. Mas 1 ano já se passou, as cicatrizes estão bem visíveis, dores são constantes, mas tolerável. Continuo em tratamento com o ilizarov. Não tem como num lembrar de tudo como se fosse ontem, olhando 24 Hrs para minha perna. Mas to firme e forte, sei que o pior já passou e que logo vem a superação, de tudo que tenho passado.
   Estou feliz sim, pois estou viva, tenho muitos planos para o futuro. Estou me sentindo bem, Começando a andar de novo, não consigo andar sem as muletas, e meu joelho não ta dobrando, mas isso são só detalhes. Sei que vencerei, que vou me livrar dessas muletas, dessa gaiola e não importa como minha perna vai ficar, o que importa é que quero e vou conseguir andar de novo com minhas próprias pernas, sem ajuda e sem depender de ninguém.
   Até hoje passaram 9 meses que estou usando o Ilizarov, apesar dos apesares, tudo está correndo bem. Cresceram 10 cm de osso, agora restam aprox. 5 cm. Parei de fazer o transporte ósseo tem 2 meses. Meu médico mandou parar de fazer o transporte, para que calcifique o novo osso que já cresceu e torne um osso resistente e normal. Os cm que restam, vou fazer uma cirurgia daqui a 2 meses, que vão colocar um cimento ósseo, aí com 3 meses depois vou fazer outra que vou retirar osso da Bacia para enxertar os 5 cm e formar uma nova Tíbia. Aí se Deus quiser, com o passar de alguns meses, irei retirar essa gaiola e voltar a ativa.
   Não vejo a hora disso tudo passar e eu seguir em frente e voltar a vida normal. Sinto falta de trabalhar, cuidar da minha casa e principalmente voltar a ser independente. Sem depender de ninguém, para tudo.



Meu ultimo Rx. Olha a prova que Deus existe e faz de Nós verdadeiros Guerreiros!



sexta-feira, 11 de abril de 2014

Uma dica: Evite o refrigerante, pelo menos durante um tratamento como o nosso

Saiba o que acontece dentro do corpo após tomar refrigerante


É sabido que não faz bem à saúde tomar refrigerantes em excesso. A bebida não 
contém nenhum valor nutricional e está repleta de cafeína, corantes e conservantes,
além de altas taxas de açúcar. As versões light, apesar de estarem livres da 
substância, contêm adoçantes artificiais, cujo consumo também não traz benefícios 
ao corpo.
Os refrigerantes produzem uma verdadeira revolução no organismo e, em apenas 
uma hora, conseguem alterar a pressão, levar embora nutrientes essenciais para o 
organismo e ainda ajudam o corpo a acumular gordura. Saiba o que acontece desde
o momento que a bebida entra na boca, até 60 minutos depois, segundo a nutricionista
Andrezza Botelho, de São Paulo.
Primeiros 10 minutos: quando se toma uma lata de refrigerante (350 ml), cerca de 
10 colheres de chá de açúcar chegam ao estômago, quantidade que corresponde a 
100% do que é recomendado diariamente. O doce seria extremo e poderia causar até 
vômitos, mas isso não acontece devido à presença do ácido fosfórico que reduz 
esse gosto.
20 minutos: o nível de açúcar no sangue está em excesso, forçando uma grande 
liberação de insulina pelo pâncreas, hormônio que facilita a entrada da energia em 
nossas células. Como há uma descarga grande de açúcar, ácido fosfórico e inúmeras 
toxinas, o fígado fica sobrecarregado, transformando o açúcar que recebe em 
gordura.
40 minutos: a absorção da cafeína presente na bebida está completa. 
As pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde 
bombeando mais açúcar no sangue. Os receptores de adenosina, 
que controla a energia no organismo, no cérebro são bloqueados 
para evitar tonturas.
45 minutos: o corpo aumenta a produção do neurotransmissor dopamina, 
estimulando os centros de prazer do corpo. Fisicamente é a mesma reação 
provocada pela heroína.
50 minutos: o ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o 
intestino grosso, acelerando o metabolismo. As altas doses de açúcar e 
outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina.
60 minutos: as propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. 
Você urina. Agora é garantido que eliminará cálcio, magnésio e zinco, 
nutrientes essenciais para o funcionamento de vários órgãos, como coração, e ossos. 
Conforme vai reduzindo a satisfação proporcionada pelo açúcar e cafeína, 
inicia-se uma queda dos níveis de açúcar no sangue. Você começa a ficar 
irritadiço ou sonolento.

Andando com as muletas



Andando.


Traga as muletas para frente igualmente, mantendo a sua perna lesionada fora do solo. Incline-se para frente, colocando seu peso nas suas mãos contra as
empunhadeiras da muleta.

Não descanse suas axilas sobre as muletas. Isso pode causar danos ao nervo que passa através da axila. Balance sua perna boa para frente, colocando seu pé a frente das muletas.

Repita (note que em alguns casos seu médico poderá permitir que você coloque algum peso na sua perna lesionada enquanto você estiver usando as muletas).


Levantando da Cadeira ou CamaSegure ambas as muletas pelas empunhadeiras na mão do lado da perna lesionada. Impulsione-se da cadeira ou cama com a outra mão enquanto empurrando-se comas muletas.Use a sua perna boa para leva-lo à posição em pé.Equilibre-se e posicione as suas muletas antes de começar a andar.


SentandoSegure as suas muletas pelas empunhadeiras com a mão do lado lesionado. Apóie-se na cadeira ou cama com a outra mão e sente-se lentamente. A menos que lhe seja permitido colocar peso na perna lesionada, mantenha-a fora do solo e coloque seu peso na perna boa.



Escadas: Subindo e DescendoSubindo: aproxime-se das escadas. Suba o degrau com a perna boa, depois traga as muletas e a perna lesionada para o degrau de cima onde esta a perna boa. Repita.Descendo: primeiro leve as muletas e a perna lesionada para o degrau de baixo. Então desça com a perna boa.Repita.Se houver um corrimão, coloque ambas as muletas embaixo do braço oposto e use o corrimão como suporte.Lembre-se: "para cima com a perna boa e para baixo com a perna lesionada."

Atravessando Portas:Certifique-se de haver suficiente espaço para seus pés e muletas permitindo-lhe abrir a porta. Após abrir a porta evite que ela se feche bloqueando-a com a ponta da muleta.Atravesse a porta.

Como posso me cuidar enquanto uso as muletas ?• Tome cuidado para não escorregar em lugares escorregadios.• Por vezes as muletas atritam com a pele entre seu braço e peito. Você pode usar loção ou talco para prevenir escoriações.• Se as suas mãos ficarem machucadas ou cansadas, você pode colocar mais estofamento nas empunhadeiras da muleta.• Certifique-se de não se apoiar nas muletas pressionando-as contra as suas axilas. Se houver pressão contra as suas axilas, mesmo quando usadas corretamente, por um período prolongado. Esse período deve ser encurtado.

5º Post: Livre-se da Depressão

   É... O dia-a-dia com o ilizarov é bem complicado, ainda mais pra mim, que não tenho força na perna e meu joelho não dobra, se dobra é aprox. uns 40º graus. Isso interfere muito pra andar, mas faço fisio e fico tentando dobrar em casa mesmo. Mas mesmo assim tem horas que dá vontade de desistir, pois dói de mais.
   Não é fácil. Eu sei que "Desistir" é uma palavra fraca e que devemos ignorar, por isso mesmo com tantos sofrimentos, dores e tristezas, eu levanto a cabeça e peço força pra Deus todos os dias pra seguir adiante e não deixar que nada abale meu psicológico.
   De ante de todos esses fatos ocorridos em minha vida, não tem como não ficar abalada né. São tantas coisas que passam pela cabeça, se não for forte o suficiente e crer que Deus existe... acabamos nos entregando á depressão, que é tão famosa pelo fato de querer acabar com tudo em volta de quem á acolhe. Por isso, temos que ser muito forte nessas situações que ocorre em parte de nossas vidas.
   Eu sei que sou nova ainda, apenas com 24 aninhos. Muitas etapas estão por vir. Fui e estou sendo forte com tudo isso que venho passando. Eu vivia me perguntando o 'Porque isso comigo???". Tanta gente mal nesse mundo, porque acontecer com uma simples pessoa que ta começando a vida ainda, com planos para o futuro, nunca fiz mal a ninguém. Mas ninguém sabe explicar isso, uns falam que tinha que acontecer, que tava escrito, que ia acontecer de todo jeito. Mas sei lá.
   Se bem que pode até ser, mas mesmo assim, muitas perguntas surgem sem respostas, os dias passam, vira outra rotina diferente, os amigos verdadeiros que são poucos, permanecem, aqueles que se diziam ser amigos, nessas horas que agente ver quem é quem, sem interesses, e sempre ali disposto a te ajudar sempre. São isso que nas horas difíceis, de querer abandonar tudo, que levantam o astral, e não deixam com que a gente jogue a toalha. Foi o que ocorreu comigo, Meus pais, a família e meus amigos, os poucos que restaram, foram o suficiente para que eu não me auto-destruísse, me afogasse nas magoas e desistisse de viver. Foi pensando neles que a depressão não me pegou de jeito, coloquei ela pra escanteio, e consegui levantar todo meu astral, e intender que tudo isso foi um proposito de Deus, para que acontecesse em minha vida. 
   Aprendi que a depressão nasce de excessos de pensamentos negativos. Mas pra se livrar dela, você deve se livrar primeiramente do "NÃO". Não posso, não consigo, não tenho capacidade e substitua por "EU QUERO". Eu consigo, eu posso. Não perca seu objetivo de vista para não perder a direção, arranje algo pra fazer, ver um filme, ler um livro, ouvir músicas, e até mesmo sair de casa um pouco. É cansativo, é. Mas num é essa gaiola linda que vai nos prender e deixar de fazer o que mais gostamos pra nos sentir bem.
 
   Lembre-se, em Deus tudo se transforma e se renova. Basta crer e ter fé, que isso tudo vai passar, e logo, logo, com uma vida nova, mais amadurecidos e com as marcas de um guerreiro. e não se esqueça, sempre diga SIM.



 

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

4º Post. "Iniciando mais uma etapa, agora com o ilizarov"

   Véspera da cirurgia, internei á tarde. Estava muito ansiosa, como um pouco de medo, confesso. Tava marcada pro outro dia às 07:00 hs. Quase nem dormi, e a noite passava devagar que era uma beleza. Entre uns cochilos e outros o dia foi amanhecendo, e logo foram me buscar pro centro cirúrgico. Assim que cheguei  lá, me aplicaram anestesia e me doparam pra mim dormir, eu pedi antes de tudo, que fizessem com que eu dormisse logo, assim foi feito.
   Depois de horas, quando acordei, ja estava lá a querida gaiola, na minha perna, 13 pinos enfiado no osso. A anestesia foi passando, e dor foi chegando devagarinho, recebi alta com 2 dias depois. Já em casa, quem disse que conseguia dormir, gente, como dói esse monte de ferros na perna, era remédios e mais remédios, tava até com medo de beber tantos remédios sem fazer efeitos, mas pra frente podia abalar meus rins.
   Tem horas que dá vontade de desistir da vida, é muito tenso, ficar sentindo dor o dia todo, a gente fica estressada, e acaba descontando em quem num tem nada haver. Só quem passa por tudo isso, sabe o tanto que a gente sofre, são dores, perna inchada, curativos. Falando nisso, depois do hospital quem me ajudou com meus curativos, foi minha ex-cunhada, tenho que agradecer muito pra ela, pela coragem e pela paciência. Eu não tinha coragem de olhar pra minha perna, só comecei olhar depois do enxerto, dizem que era horrível, a perna quase toda na carne sem pele, nem gosto de imaginar.
   Sofri de mais nos primeiros meses de gaiola, dói de mais, nem mexia a perna, com medo. Até que um dia o meu médico, me receitou um remédio chamado"GABANEURIN". Esse sim, é um bom remédio, depois que comecei a tomar ele, minhas dores foram diminuindo, a até dormindo mais eu estava conseguindo. Os meses foram passando, e hoje 7 meses depois, não sinto mais nenhuma dor, graças a Deus. Dor nenhuma mesmo, tem hora que nem parece ter ferros na minha perna. Estou começando a andar agora com moletas agora, depois de meses da cama pro sofá pela cadeira de rodas e vice-versa. Como fiquei meses sem movimentar meu joelho, ele agora não dobra, os nervos encurtaram. Me arrependo muito de não ter mexido, mas fazer o que né, e foi um trauma violento, que to perdendo o medo só agora. Perdi veias nervos e alguns tendões também, por isso não tenho muitos movimentos no pé também.
   Mas to aqui na luta, vencendo cada passo, e reaprendo a andar de novo, começando do zero. Tenho fé que logo isso tudo vai passar e bola pra frente. Foco, força e fé.







quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

3º Post. "A volta para casa, e a vida continua"

É... Nada melhor do que chegar em casa, depois de 2 meses de sofrimento internada em um hospital. Lá é um lugar onde muita gente que reclama da vida, deveria ir visitar algumas pessoas internadas, para poder refletir o que é dar valor à vida. Cada história, cada sofrimento que cada um passa, lutando para sobreviver. Mas é assim, só sabe, quem passa.
Enfim, foram noites e dias sem conseguir dormir, com muita dor, na minha perna. Nenhum remédio fazia om que eu conseguisse dormir. Uma semana em casa, era uma tarde de sexta-feira, dores e dores, já não aguentava mais, então insisti para minha mãe e meu marido que me levasse para o pronto socorro. Naquele dia minha perna estava dando umas fisgadas, umas pontadas que nunca tinha sentido antes. Chegando no pronto socorro, fui direto pra enfermaria e logo me aplicaram remédio, mas nada da dor passar.
Uns 15 dias minutos depois lembro que a dor tava diminuindo e desmaiei. Não lembro de mais nada. Acordei assustada, tinha uns 10 pessoas ao redor, de mim, eram médicos e residentes, lembro que começaram a me fazer um monte de perguntas, ai perguntei o que tava acontecendo que tava todos me olhando, aí meu marido me disse que eu tinha tido uma convulsão. Fizeram um monte de exames, e até hoje não sei o porque que tive aquela convulsão, mas graças a Deus nunca mais tive uma outra crise.
Os dias foram passando até chegar o dia do retorno ao médico para saber o que eles iao fazer para que eu não perdesse a perna. Estava muito aflita, pois ainda eu não conhecia o método do ilizarov, então não entendia o que eles pretendiam fazer para que minha perna ficasse boa, pois uma perca óssea e 15 cm da tíbia, é muita coisa. Eu desde o início estava com um tipo de fixador, para que minha perna ficasse firme e não encurtasse o tamanho.
Quando fui no retorno, meu médico então me disse que eu teria que usar um aparelho chamado ilizarov. Me explicou como que é o tratamento, e me respondeu todas minhas perguntas, para iniciante, claro que ia ter muitas dúvidas. Marcamos a cirurgia. Então, viva o ilizarov!!!






2º Post ... "Continuação, já no hospital."

Bem, como disse anteriormente, que quase não deixaram eu entrar no hospital, mas viram que meu caso era grave e que podia perder minha perna. Entre pra enfermaria, e tive que aguardar um centro cirúrgico desocupar pra eles então me levar pra lá. Nisso o tempo ia passando, eu estava perdendo muito sangue ainda, eu lembro que nunca senti tanta sede na minha vida. Pedia água, eles não me davam, minha pressão estava abaixando, fiquei 7 hrs, a espera de uma cirurgia.
Fiquei todo o tempo consciente e com muitas dores pelo corpo. Com o passar das horas, um paramédico que me antedia, me informou que eu já ia pro centro cirúrgico, e assim me levaram pra lá, e só lembro na hora que me aplicaram a anestesia.

Dormi todo o tempo depois e só acordei no dia seguinte, logo pela manha. olhei pro lado e meu marido estava lá me olhando descabriado. No leito, não conseguia me mexer. Tive um susto tão grande quando acordei, olhei pra minha perna, o porque eu não tava conseguindo me mexer, estava com a perna cheia de ferros da cintura até no pé, com o braço engessado, e minha perna inchada quase o triplo do normal, e ainda, respirando com ajuda de aparelhos. Entrei em desespero, comecei a chorar. Tinha quebrado 2 costelas, o punho, o fêmur em 3 lugares quase uma fratura exposta, uma fratura exposta na tíbia, com perda óssea de 10 cm, e 6 cm da fíbula.
No mesmo dia em que acidentei, por ter sido na estrada de terra e meu osso exposto na mesma, pegou uma infecção gravíssima que nem lembro o nome. Com o passar dos dias, fui  tomando sangue, porque havia perdido muito sangue e entrei numa anemia quase profunda, tomei uns antibióticos de tudo quanto e jeito. A minha perna, ficou gravemente quase destruída, perdi alguns tendões, veias, a pele foi necrosando, e cada curativo tinham que retirar a pele morta, e nisso foi só aprofundando cada vez mais.
Uns 15 dias depois fiz uma cirurgia para retirar o fixador do fêmur e colocar uma placa.
Os meus curativos da tíbia eram feitos 1 vez por semana só em centro cirúrgico o chamado "debridamento", pois era muito complicado, demorado e dolorido de mais. 1 mês depois, num certo dia veio o médico e me deu uma noticia que me deixou em pânico, ele disse que minha infecção tinha se agravado, e tava subindo pelo osso, e não tinha mais o que fazer, o jeito era ter que amputar minha perna, eu estava com 99% de chances de perder-la. Eu entrei em choque, só chorava o dia todo, meu marido tava lá me apoiando, os médicos mandaram eles chamar meus pais para conversar com eles. Foram dias de agonia, pedia pra Deus não deixar isso acontecer comigo. Os médicos então levaram o chefe dos chefes da traumato pra me avaliar, até então eu não conseguia mexer meu pé, ele começou a passar a caneta no pé pra ver se eu sentia algo sem que eu veja, aii eu senti cócegas, eu tinha um debridamento naquele dia, ele disse que ia fazer uma análise na minha perna pra entender melhor, e assim foi feito. Eu acho que foi um milagre e que Deus enviou aquele homem até mim. Após o debridamento, o médico veio me dizer, que eu não ia mais perder a perna, foi uma alegria imensa que não sabia o que dizer. Como em cada debridamento eu, era anestesiada e dormia em todo o processo, o médico retirou mais 5 cm do osso que tava infectado, e me passou um antibiotico mais forte que tinha no hospital. Dias depois foi outra noticia boa, minha infecção tinha totalmente acabada, cada dia era uma nova vitória, só q tive que tomar mais bolsas de sangue, pois ainda estava com anemia, no total foram 17 bolsas de sangue, de 250 ml cada. Mas graças a Deus deu tudo certo.
1 mês e meio internada, hora do enxerto de pele, minha perna sem infecção nenhuma, sem nenhuma pele necrosada. Retiraram o chamado "retalho" da pele da coxa, para cobrir toda a perna onde estava na carne. Com 15 dias depois, o resultado: A pele tinha pegado 100%, graças ao bom Deus. Fiquei mais 15 dias internada, e enfim, a melhor noticia, recebi alta. Nem tava acreditando que ja ia voltar para minha casa. Nada melhor que a volta pra casa depois de 2 meses em um hospital, né

Continua...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

1º Post. "O dia que nunca mas vai sair da minha cabeça."

Olá, Tudo bem?

Me chamo Vânia, tenho 24 anos. Criei esse blog, para compartilhar uma fase da minha vida que está sendo muito difícil desde um acidente de moto no dia: 23-04-2013. Há 10 meses atrás.

Antes de tudo: Bom, eu trabalhava em restaurante de domingo à domingo, tinha 4 anos. Estava ficando muito cansativo, e o marido cobrando que não tinha tempo pra ele e tal. Faltando um mês pra completar 4 anos de serviço, peguei férias e desde então fui procurar um outro serviço. Arrumei um de auxiliar de escritório,  fiquei muito feliz por ter arrumado esse emprego, ai no outro dia já comecei a trabalhar, só que nesse serviço eu também tinha que fazer umas entregas de boletos para alguns clientes e de moto.
Tava pra vencer as férias, ai pedi conta e assinei a carteira nesse novo emprego. Tudo estava perfeito, emprego novo, menos cansativo, mais feliz. Tudo ia bem, até que com 40 dias de serviço, numa manha de terça feira, era umas 9:30 hrs. Fui fazer uma entrega de boleto, na volta para empresa resolvi voltar por outro caminho mais perto, porém, era rua que não havia nenhuma sinalização e nem era asfaltada. Eu estava aproximadamente em uns 35 km/h, estrada com muitos buracos, poucas casas, mas muitos terrenos cheio de matos, e com pouca visibilidade dentro deles.
Seguia tranquila, quando de repente, me deparei com uma caminhonete saindo de um terreno baldio e virando para minha direção, foi tudo muito rápido, a pancada foi forte, quando vi já estava no chão. O condutor da caminhonete desceu e saiu correndo, me largou sozinha lá, comecei a me desesperar, gritava socorro, e não aparecia ninguém, eu comecei a sentir muita dor na perna, no braço e nas costas. Não conseguia me mexer, só sei que minha perna doía de mais.
Até então, não sabia a gravidade que minha perna estava. Uma viatura militar, chegou no local onde eu estava, parece que foi Deus que enviou eles lá. Perguntaram como eu estava, se podia me mexer e falei que não e que sentia muita dor, ai eles ligaram pro corpo de bombeiros, ai em 15 minutos eles chegaram, e me disseram o tamanho da gravidade da minha perna, falaram que estava dilacerada. Me imobilizaram e me levaram pro Pronto socorro, chegando lá eles me encaminharam pra um hospital daqui da cidade, chegando lá, só tinha um ortopedista traumato, e ele estava no centro cirúrgico e só ia sair em 8 hrs. Então o pessoal do atendimento pediram um encaminhamento para outra cidade que fica há 30 km da minha cidade, só que lá pra eles poder me receber, tinha que esperar um leito desocupar. Durante esse tempo de espera, o médico teve uma pausa no centro cirúrgico pra ir dá uma olhada no meu caso, quando ele viu minha perna, disse que achava que minha perna não tinha como recuperar, ele colocou minha meu pé no lugar, pois ele estava virado completamente, eu não tive coragem de olhar para minha perna. Eu estava perdendo muito sangue, o médico então mandou que me levasse mesmo sem o hospital que me esperava autorizasse.
Então me levaram, nao aguentava mais de dor, a viagem durou uma meia hora, chegando lá, a recepção não queria me deixar entrar, pois o SUS não tinha liberado ainda, mas graças a Deus, me deixaram entrar.

Continua...