Bem, como disse anteriormente, que quase não deixaram eu entrar no hospital, mas viram que meu caso era grave e que podia perder minha perna. Entre pra enfermaria, e tive que aguardar um centro cirúrgico desocupar pra eles então me levar pra lá. Nisso o tempo ia passando, eu estava perdendo muito sangue ainda, eu lembro que nunca senti tanta sede na minha vida. Pedia água, eles não me davam, minha pressão estava abaixando, fiquei 7 hrs, a espera de uma cirurgia.
Fiquei todo o tempo consciente e com muitas dores pelo corpo. Com o passar das horas, um paramédico que me antedia, me informou que eu já ia pro centro cirúrgico, e assim me levaram pra lá, e só lembro na hora que me aplicaram a anestesia.
Dormi todo o tempo depois e só acordei no dia seguinte, logo pela manha. olhei pro lado e meu marido estava lá me olhando descabriado. No leito, não conseguia me mexer. Tive um susto tão grande quando acordei, olhei pra minha perna, o porque eu não tava conseguindo me mexer, estava com a perna cheia de ferros da cintura até no pé, com o braço engessado, e minha perna inchada quase o triplo do normal, e ainda, respirando com ajuda de aparelhos. Entrei em desespero, comecei a chorar. Tinha quebrado 2 costelas, o punho, o fêmur em 3 lugares quase uma fratura exposta, uma fratura exposta na tíbia, com perda óssea de 10 cm, e 6 cm da fíbula.
No mesmo dia em que acidentei, por ter sido na estrada de terra e meu osso exposto na mesma, pegou uma infecção gravíssima que nem lembro o nome. Com o passar dos dias, fui tomando sangue, porque havia perdido muito sangue e entrei numa anemia quase profunda, tomei uns antibióticos de tudo quanto e jeito. A minha perna, ficou gravemente quase destruída, perdi alguns tendões, veias, a pele foi necrosando, e cada curativo tinham que retirar a pele morta, e nisso foi só aprofundando cada vez mais.
Uns 15 dias depois fiz uma cirurgia para retirar o fixador do fêmur e colocar uma placa.
Os meus curativos da tíbia eram feitos 1 vez por semana só em centro cirúrgico o chamado "debridamento", pois era muito complicado, demorado e dolorido de mais. 1 mês depois, num certo dia veio o médico e me deu uma noticia que me deixou em pânico, ele disse que minha infecção tinha se agravado, e tava subindo pelo osso, e não tinha mais o que fazer, o jeito era ter que amputar minha perna, eu estava com 99% de chances de perder-la. Eu entrei em choque, só chorava o dia todo, meu marido tava lá me apoiando, os médicos mandaram eles chamar meus pais para conversar com eles. Foram dias de agonia, pedia pra Deus não deixar isso acontecer comigo. Os médicos então levaram o chefe dos chefes da traumato pra me avaliar, até então eu não conseguia mexer meu pé, ele começou a passar a caneta no pé pra ver se eu sentia algo sem que eu veja, aii eu senti cócegas, eu tinha um debridamento naquele dia, ele disse que ia fazer uma análise na minha perna pra entender melhor, e assim foi feito. Eu acho que foi um milagre e que Deus enviou aquele homem até mim. Após o debridamento, o médico veio me dizer, que eu não ia mais perder a perna, foi uma alegria imensa que não sabia o que dizer. Como em cada debridamento eu, era anestesiada e dormia em todo o processo, o médico retirou mais 5 cm do osso que tava infectado, e me passou um antibiotico mais forte que tinha no hospital. Dias depois foi outra noticia boa, minha infecção tinha totalmente acabada, cada dia era uma nova vitória, só q tive que tomar mais bolsas de sangue, pois ainda estava com anemia, no total foram 17 bolsas de sangue, de 250 ml cada. Mas graças a Deus deu tudo certo.
1 mês e meio internada, hora do enxerto de pele, minha perna sem infecção nenhuma, sem nenhuma pele necrosada. Retiraram o chamado "retalho" da pele da coxa, para cobrir toda a perna onde estava na carne. Com 15 dias depois, o resultado: A pele tinha pegado 100%, graças ao bom Deus. Fiquei mais 15 dias internada, e enfim, a melhor noticia, recebi alta. Nem tava acreditando que ja ia voltar para minha casa. Nada melhor que a volta pra casa depois de 2 meses em um hospital, né
Continua...
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